
O Mercado Bitcoin (MB), uma das maiores corretoras de criptomoedas do Brasil, informou nesta segunda-feira (2) que identificou e conteve um incidente de segurança em um de seus sistemas durante a madrugada. Como medida preventiva, a empresa suspendeu temporariamente depósitos e saques na plataforma.
Em comunicado publicado em seu perfil oficial no X, o MB afirmou que não houve prejuízo aos clientes nem vazamento de dados. Em uma segunda mensagem, a corretora disse que trabalha para restabelecer as operações com segurança, que manterá os clientes informados pelos canais oficiais e divulgou endereços de destino ligados às transações, para ajudar no rastreamento dos ativos nas blockchains.
A empresa não divulgou valor oficial. Plataformas independentes de monitoramento de blockchain, sem ligação com a corretora, estimam que cerca de US$ 40 milhões saíram de carteiras que podem estar associadas ao MB. Os números não foram confirmados pela companhia, que também não informou quais criptomoedas foram afetadas, como ocorreu a invasão nem quando saques e depósitos serão retomados.
O caso ocorre menos de uma semana depois do ataque à Binance, a maior plataforma de ativos digitais do mundo, em 29 de outubro. Na ocasião, hackers levaram cerca de US$ 6,3 bilhões, no que é considerado o maior roubo da história das criptomoedas, atribuído por analistas a hackers da Coreia do Norte. A Binance retomou os saques no domingo (1º). Até o momento, não há informação que ligue os dois incidentes.
Ao longo deste ano, outras empresas do setor financeiro e de criptoativos também foram alvo de ataques, como a plataforma de apostas em previsões Polymarket e a operadora japonesa GMO Internet Group, o que aumentou a preocupação com o uso de inteligência artificial por grupos criminosos em ações de reconhecimento e engenharia social.
Enquanto as operações estão suspensas, não é possível depositar nem sacar recursos da plataforma. A orientação é acompanhar apenas os canais oficiais da corretora e desconfiar de mensagens, ligações ou links que prometam "liberar" saques ou peçam senhas e códigos de acesso — golpistas costumam aproveitar incidentes desse tipo para aplicar fraudes.
Fontes: InfoMoney, Seu Dinheiro e BPMoney.