
O Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox para recompor o estoque estratégico do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a pasta, a aquisição tem caráter preventivo e será feita por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
O Brasil registrou 665 casos confirmados da doença em 2026 até outubro, queda de 94% em relação a 2022, quando o país passou de 10 mil notificações. O cenário, porém, preocupa em alguns locais: o estado do Rio de Janeiro soma 218 casos no ano, alta de 126% segundo o painel estadual, e a capital fluminense teve em outubro o maior número mensal de registros desde 2022. O governo federal enviou 2 mil doses adicionais ao estado.
Quem pode se vacinar: como a oferta mundial do imunizante é limitada, a vacinação continua restrita a grupos de maior risco. A prioridade são pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão severa (CD4 abaixo de 100 células/mm³). Havendo doses remanescentes, podem ser vacinadas pessoas com CD4 abaixo de 200, usuários de PrEP, profissionais de laboratório que manipulam o vírus e contatos de médio ou alto risco avaliados pela vigilância.
O esquema é de duas doses, com intervalo de 28 dias. Quem faz parte dos grupos prioritários deve procurar o serviço de referência onde é acompanhado para cadastro e agendamento. Após contato com um caso, a vacina é indicada preferencialmente nos primeiros quatro dias, podendo ser aplicada até 14 dias depois, com proteção menor.
Sintomas e transmissão: a mpox costuma causar lesões na pele, febre e ínguas. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, secreções corporais ou gotículas respiratórias em contato prolongado. O período de incubação vai de 3 a 16 dias e pode chegar a 21.
A orientação do ministério é procurar uma unidade de saúde ao apresentar sintomas compatíveis ou após contato próximo com casos suspeitos ou confirmados, para avaliação e possível coleta de amostras.
Fontes: Correio Braziliense, São Joaquim Online e Imirante.