Sábado, 07 de Novembro de 2026
26°C 41°C
Cuiabá, MT

Ex-marido do galerista Brent Sikkema, morto no Rio, é condenado à prisão perpétua nos EUA

Daniel Sikkema foi considerado culpado de contratar o assassinato do marchand, esfaqueado em casa no Jardim Botânico em 2024; acusado de ser o executor aguarda julgamento no Brasil

Redação
Por: Redação Fonte: Redação
06/11/2026 às 09h02
Ex-marido do galerista Brent Sikkema, morto no Rio, é condenado à prisão perpétua nos EUA
Tribunal federal Daniel Patrick Moynihan, em Manhattan, Nova York. Foto: Americasroof/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A Justiça Federal dos Estados Unidos condenou à prisão perpétua Daniel Sikkema, de 56 anos, ex-marido do galerista americano Brent Sikkema, assassinado em janeiro de 2024 no Rio de Janeiro. A sentença foi anunciada nesta quarta-feira (4) por um tribunal federal em Manhattan, em Nova York, e prevê ainda cinco anos de liberdade supervisionada. O termo "prisão perpétua" está entre os mais buscados no Google no Brasil nas últimas horas.

Daniel havia sido considerado culpado por um júri em maio deste ano, após duas semanas de julgamento, das acusações de assassinato por encomenda, conspiração para assassinato por encomenda e conspiração para cometer homicídio em país estrangeiro. O caso foi conduzido pelo juiz Edgardo Ramos.

O crime. Brent Sikkema, de 75 anos, marchand conhecido no circuito de arte de Nova York, foi morto com 18 facadas em 14 de janeiro de 2024, em sua casa no bairro do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. Ele e Daniel foram casados por cerca de 15 anos, têm um filho e viviam um divórcio litigioso. Segundo a promotoria americana, o planejamento do crime começou em 2023, durante a disputa.

As provas. De acordo com os investigadores, Daniel fez 11 transferências ao cubano Alejandro Triana Prevez e a uma pessoa em Cuba, usando nomes de amigos, parentes e funcionários — que não sabiam do uso — para disfarçar a origem do dinheiro. Ele também teria usado um telefone secreto para falar com Prevez e, após o crime, enviado US$ 5 mil com promessa de novos pagamentos. A defesa sustentou que as transferências eram pagamentos por serviços prestados, argumento rejeitado pelo júri.

O procurador federal do Distrito Sul de Nova York, Jamie McDonald, afirmou que a condenação responsabiliza Daniel por um assassinato planejado e pago, e que ele manipulou pessoas próximas para executá-lo.

E no Brasil? Alejandro Triana Prevez foi preso quatro dias depois do crime, em 18 de janeiro de 2024, e está detido no Complexo de Bangu, no Rio. Ele é acusado de ser o executor do assassinato e ainda responde ao processo na Justiça brasileira, com julgamento previsto para fevereiro de 2027.

Fontes: Metrópoles, O Hoje.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários