
A senadora Tereza Cristina confirmou nesta quinta-feira (30) que discutiu a possibilidade de ser candidata a vice-presidente em uma chapa liderada por Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026.
O encontro representou uma mudança no estágio das conversas. Até então, Tereza Cristina vinha sendo mencionada por dirigentes do PL, mas afirmava que sua prioridade era disputar a Presidência do Senado.
Depois da reunião, a parlamentar disse que nada foi decidido. A senadora demonstrou disposição para avaliar a composição, mas ressaltou que qualquer definição precisa passar pelos partidos envolvidos.
Tereza Cristina é filiada ao PP, que integra a Federação União Progressista com o União Brasil. Por isso, uma decisão individual não seria suficiente para confirmar a chapa.
O presidente do PP, Ciro Nogueira, consultou dirigentes estaduais sobre uma aliança formal com Flávio Bolsonaro. Segundo relatos publicados pela imprensa, parte relevante das lideranças prefere manter neutralidade no primeiro turno ou adiar a definição.
A resistência está relacionada às diferenças regionais da federação. Em alguns estados, PP, União Brasil e PL são aliados. Em outros, disputam diretamente governos, vagas no Senado e espaços nas assembleias legislativas.
Tereza Cristina acrescentaria à chapa a experiência como ex-ministra da Agricultura, a relação com o agronegócio e uma interlocução mais ampla com setores de centro-direita. Esses fatores ajudam a explicar por que o nome da senadora é tratado como prioridade pelo PL.
A composição, porém, continuará indefinida até que PP e União Brasil avaliem o impacto nacional e regional da aliança. A formalização das candidaturas depende ainda das convenções partidárias previstas no calendário eleitoral.