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Morre Ibaca, onça-pintada famosa do Pantanal de MT que enfrentou sucuri

Fêmea foi encontrada muito debilitada na região de Porto Jofre e não resistiu; necropsia vai apontar a causa. Ela deixa a filhote Jasy, de 1 ano e meio

Redação
Por: Redação Fonte: Só Notícias
01/11/2026 às 21h39
Morre Ibaca, onça-pintada famosa do Pantanal de MT que enfrentou sucuri
Onça-pintada na região de Porto Jofre, no Pantanal de Mato Grosso (imagem ilustrativa; não é Ibaca). Foto: Marcella Gomes Montenegro/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Morreu no sábado (31) Ibaca, uma das onças-pintadas mais conhecidas do Pantanal de Mato Grosso. A fêmea foi encontrada muito debilitada na sexta-feira (30), às margens de um rio na região de Porto Jofre, em Poconé, e foi levada para atendimento, mas não resistiu.

Segundo as informações divulgadas, ela pesava cerca de 30 quilos e estava bastante fraca quando foi resgatada. A causa da morte ainda não foi esclarecida e deve ser apontada pela necropsia.

Ibaca era acompanhada desde 2016 e foi registrada em dez temporadas seguidas, de 2016 a 2025, pelo Projeto Jaguar ID, que identifica as onças da região pelo padrão único de manchas de cada animal. O nome tem origem tupi-guarani e é associado a "um céu com estrelas".

Ela ficou famosa por cenas registradas por guias e fotógrafos. Em 2022, o guia Branco Arruda filmou uma briga de pouco mais de um minuto entre Ibaca e uma sucuri no Rio Três Irmãos, no Parque Estadual Encontro das Águas, entre Poconé e Barão de Melgaço; nenhuma das duas levou a melhor. No mesmo ano, ela foi flagrada tentando se aproximar de um grupo de ariranhas, que reagiu em bando e a fez desistir.

Em novembro de 2025, imagens de Ibaca atravessando um rio com a filhote agarrada à sua cauda circularam nas redes sociais. Essa filhote, Jasy, tem hoje cerca de um ano e meio. Fotógrafos, guias e biólogos que acompanhavam a onça lamentaram a morte nas redes.

Por que isso importa: as onças que vivem na região do Encontro das Águas sustentam um dos principais roteiros de turismo de observação de fauna do Brasil, que movimenta pousadas, barqueiros e guias de Poconé e Barão de Melgaço. Cada animal identificado é também uma fonte de dados para a pesquisa. O resultado da necropsia vai indicar se a morte teve causa natural ou se há algum fator que exija atenção na região.

Fontes: sonoticias.com.br.

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