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Ceuta pede emergência nacional após chegada de mais de 1.500 migrantes

Território espanhol no Norte da África tem estruturas de acolhimento sobrecarregadas e recebe reforços do governo central.

Redação
Por: Redação
30/07/2026 às 21h49
Ceuta pede emergência nacional após chegada de mais de 1.500 migrantes
Boias e outros equipamentos de apoio foram usados por imigrantes que decidiram fazer a travessia pelo mar (Foto: Europa press via Getty Images)

O governo de Ceuta pediu à Espanha uma resposta nacional de emergência após a chegada de mais de 1.500 migrantes vindos do Marrocos em um período de aproximadamente uma semana.

A maior parte das entradas ocorreu pelo mar. Grupos deixaram o litoral marroquino e tentaram alcançar a cidade espanhola a nado, elevando o ritmo de chegadas a centenas de pessoas por dia.

O presidente regional Juan Jesús Vivas afirmou que a situação ultrapassou a capacidade de resposta local. As estruturas destinadas a menores desacompanhados estão entre as mais pressionadas, e parte dos recém-chegados precisou permanecer em espaços improvisados.

Ceuta está localizada no Norte da África, mas pertence à Espanha. Ao lado de Melilla, é uma das únicas fronteiras terrestres entre a União Europeia e o continente africano. Essa posição transforma o território em uma rota recorrente de migração.

O governo espanhol enviou reforços policiais e militares e anunciou uma coordenação entre diferentes ministérios. O ministro do Interior também programou uma visita à cidade para avaliar a situação.

Autoridades espanholas mantêm contato com o Marrocos, que controla o lado externo da fronteira e desempenha papel central na contenção das travessias.

A crise ocorre depois de uma decisão do Tribunal Supremo da Espanha limitar as devoluções imediatas de pessoas interceptadas no mar. Segundo o tribunal, as regras que permitem devoluções rápidas em Ceuta e Melilla não podem ser aplicadas automaticamente a quem chega nadando.

O episódio reacende a lembrança de 2021, quando milhares de pessoas entraram em Ceuta em poucos dias. Além da resposta humanitária, o novo fluxo tende a ampliar a pressão política sobre as relações entre Espanha, Marrocos e União Europeia.

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